sexta-feira, 15 de julho de 2011



Poderíamos casar, teríamos um apartamento, tomaríamos café as cinco da tarde, discordaríamos quanto a cor das cortinas, não arrumaríamos a cama diariamente, a geladeira seria repleta de congelados e coca-cola, o armário de porcarias, adiaríamos o despertador umas trinta vezes, sentaríamos na sala de pijama e pantufas, sairíamos pra jantar em dia de chuva e chegaríamos encharcados, nos beijaríamos no meio de alguma frase, você pegaria no sono com a mão no meu cabelo e eu, escutando sua respiração. Eu riria sem motivo e você perguntaria porque, eu não responderia, saberíamos. Caio F. Abreu

segunda-feira, 11 de julho de 2011



Depois de um tempo, você ainda vai lembrar dessa ferida que rasgou fundo o teu peito. Mas vai saber também, que foi apenas uma página do capítulo passado. E que o capítulo que você está agora. Ah, esse sim é o mais interessante.
Caio Fernando Abreu

quarta-feira, 6 de julho de 2011



“Eles se amam, todo mundo sabe mas ninguém acredita. Não conseguem ficar juntos. Simples. Complexo. Quase impossivel. Ele continua vivendo sua vidinha idealizada e ela continua idealizando sua vidinha. Alguns dizem que isso jamais daria certo, outros dizem que foram feitos um para o outro. Eles preferem não dizer nada. Preferem meias palavras e milhares de coisas não ditas. Ela quer atitudes, ele quer ela. Todas as noites ela pensa nele, e todas as manhãs ele pensa nela. E assim vão vivendo até quando a vontade de estar com o outro for maior do que os outros. Enquanto o mundo vive lá fora, dentro de cada um tem um pedaço do outro. E mesmo sorrindo por ai, cada um sabe a falta que o outro faz. Nunca mais se viram, nunca mais se tocaram e nunca mais serão os mesmos. É fácil porque os dias passam rápidos demais, é dificil porque o sentimento fica, vai ficando e permanece dentro deles. E todos os dias eles se perguntam o que fazer. E imaginam os abraços, as noites com dores nas costas esquecidas pelo primeiro sorriso do outro. E que no momento certo se reencontrem e que nada, nada seja por acaso.” Tati Bernardi

segunda-feira, 4 de julho de 2011



                                       “Livrai-me de tudo aquilo que for vazio de amor.” 
Caio Fernando de Abreu

domingo, 3 de julho de 2011

Eu quero um amor. Um amor simples.



   Eu quero um amor. Um amor simples. Daqueles verdadeiros, que te fazem acreditar na felicidade. Eu quero um alguém. Um alguém fiel. Daqueles apaixonados, que te fazem esquecer todos os outros que já conheceu.
   Eu quero que baste um olhar para que as palavras, mesmo não ditas, sejam entendidas. Quero que baste um abraço para que o mundo pare por alguns segundos. Quero que baste um sorriso para que ele me tenha nas mãos.
   Eu quero um amor. Um amor simples. Daqueles incondicionais, que te fazem ter certeza de que o seu coração bate por uma razão. Eu quero um alguém. Um alguém amigo. Daqueles compreensivos, que conhecem os nossos defeitos, mas se apaixonam pelas nossas qualidades.
   Eu quero que baste um beijo para tomar todo o meu fôlego. Quero que baste um colo para acabar com todos os meus medos. Quero que baste um dia para que eu sinta como se tivéssemos vivido por anos.
   Eu quero um amor. Um amor bagunceiro. Daqueles irresistíveis, que reviram os lençóis e te fazem adiar o despertador mil vezes. Eu quero um alguém. Um alguém divertido. Daqueles te ajudam nas fases difíceis do videogame e que te fazem rir o tempo todo.
   Eu quero que baste uma ausência para que a saudade grite onde é o nosso lugar. Quero que baste uma atitude para que as promessas jamais sejam quebradas. Quero que baste o nosso amor para mostrar a força que ele, sozinho, tem.
   Eu quero um amor. Um amor simples. Daqueles eternos, que, se a tempestade não chegar ao fim, te pegam pela mão e te levam para dançar na chuva.

(Agatha Abreu)